Arquivo de maio, 2009

Estratégias preventivas em odontogeriatria (Parte 1/5)

31/05/2009 - 11:12 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 odontogeriatria5Marco Tulio Pettinato Pereira – Especialista em Saúde Coletiva (SL Mandic), Saúde Pública (UNAERP) e Saúde da Família (UCAM)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo

Flávia Martão Flório – Mestre e Doutora FOP/UNICAMP, Profa. Fac. Uniararas, Especialista Saúde Coletiva (SL Mandic).

RESUMO: O objetivo deste artigo foi de relatar algumas estratégias preventivas em Odontogeriatria. O envelhecimento populacional traz um número enorme de implicações como as mudanças fisiológicas, as doenças sistêmicas, as deficiências físicas e mentais, dentre outras. Mas a Odontogeriatria é uma ciência fundamental não somente no tratamento curativo, restaurador, como no que se refere à medidas preventivas. Concluiu-se que os governantes necessitam investir maiores recursos na questão da Odontogeriatria e neste aspecto as atividades preventivas educacionais odontogeriátricas são imprescindíveis e devem ser realizadas frequentemente pelos cirurgiões-dentistas. Os profissionais devem conhecer os aspectos biopsicossociais da terceira idade, e através de estratégias preventivas, proporcionar a promoção de saúde com o intuito da qualidade de vida nesta faixa etária.

PALAVRAS- CHAVE: Gerontologia, Qualidade de vida, Odontogeriatria, Prevenção bucal.

Introdução

Nas últimas décadas, tem sido constatado um declínio nas taxas de natalidade e um aumento na expectativa de vida, com consequente crescimento da população idosa, graças ao desenvolvimento da ciência e de novas tecnologias, que tem como objetivo a melhora na qualidade de vida28. E quanto mais longa a vida média da população, mais importante se torna o conceito de qualidade de vida, e a saúde bucal tem um papel relevante nisso. Saúde bucal comprometida pode afetar o nível nutricional e o bem-estar físico e mental e diminuir o prazer de uma vida social ativa.1

Os idosos com mais de 80 anos passarão de 69 milhões atuais para 379 milhões em 50 anos e esta faixa da população deve ser incluída em planos governamentais que visam à qualidade de vida destes indivíduos.20

Envelhecer e manter a qualidade de vida, com saúde geral e bucal, serão os grandes desafios a serem alcançados neste século. Tratar do idoso representará a manutenção e o aprimoramento da qualidade de vida dessas pessoas e um grande aprendizado para o envelhecimento.6

O envelhecimento populacional traz um número enorme de implicações de ordem econômica, política e social2 e o conhecimento das alterações sistêmicas no idoso, incluindo incapacidades, saúde psíquica e comportamento social, compõe a totalidade da realidade de um paciente cuja cavidade bucal deve ser incluída em um amplo contexto a ser conhecido e considerado pelo cirurgião-dentista.13

Tendo em vista o crescimento da população de idosos, este artigo tem o objetivo de relatar algumas estratégias preventivas em Odontogeriatria (sin: Odontologia Geriátrica).

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Estratégias preventivas em odontogeriatria (Parte 2/5)

31/05/2009 - 11:09 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 odontogeriatria4 Marco Tulio Pettinato Pereira – Especialista em Saúde Coletiva (SL Mandic), Saúde Pública (UNAERP) e Saúde da Família (UCAM)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo

Flávia Martão Flório – Mestre e Doutora FOP/UNICAMP, Profa. Fac. Uniararas, Especialista Saúde Coletiva (SL Mandic).

Revisão da Literatura e Discussão

Historicamente existem deficiências acumuladas pelo sistema de saúde no tratamento odontológico no idoso, como por exemplo, o despreparo de tal sistema para preencher as necessidades especiais do idoso, a educação inadequada para treinamentos dos cirurgiões-dentistas interessados em Odontogeriatria e a má distribuição dos dentistas em regiões mais carentes.20  

A saúde do idoso sofre forte impacto da aposentadoria, pois leva o mesmo a maior exposição a doenças associadas a inatividade física,20tendo como principais fatores a ociosidade assim como a segregação, levando à deterioração gradual dos processos sensoriais, e também induzindo o indivíduo a isolar-se e desenvolver enfermidades crônicas ou degenerativas pelo próprio processo de envelhecimento.25  

A situação epidemiológica em termos de saúde bucal da população idosa no Brasil pode ser classificada como bastante severa e grave,11pois a ruína da dentição é cada vez mais rápida.21 Então, um dos temas centrais na melhoria da qualidade de vida dos idosos brasileiros, sendo já considerado como questões epidemiológicas e demográficas, é o edentulismo.20 A perda da dentição influi sobre a mastigação, digestão, gustação, pronúncia, aspecto estético e predispõe a doenças geriátricas14 e os pacientes edêntulos apresentam condições de saúde geral mais precária, mais incapacidades físicas e maior chance de mortalidade do que em pacientes dentados.20Além disso, na área da Odontogeriatria, os estudos apontam, além do edentulismo, uma alta prevalência de cáries coronárias e radiculares, doenças periodontais, desgastes dentais, dores orofaciais, desordens têmporo-mandibulares, alterações oclusais, hipossalivação e lesões de tecidos moles.13

Infelizmente, oito milhões de brasileiros com mais de 65 anos padecem pela falta de políticas públicas adequadas e tratamento especializado.24 Por isso, a realização de procedimentos específicos em programas de saúde pública para a população idosa se faz necessária, visto que esta faixa etária vem aumentando a cada ano que passa.20 Existe, então, a necessidade de se revisar o planejamento dos governos o mais rápido possível e os poderes públicos precisam investir maiores recursos na questão da Odontogeriatria para que resultados mais promissores sejam alcançados, uma vez que é notoriamente sabido que “a saúde bucal é altamente responsável pela saúde geral do indivíduo”.9

Entende-se por envelhecimento o fenômeno biopsicossocial que atinge o homem e sua existência na sociedade. Manifestando-se em todos os domínios da vida, inicia-se pelas células, passa aos tecidos e órgãos e termina nos processos extremamente complicados do pensamento.30 Esses processos são de natureza interacional, iniciam-se em diferentes épocas e ritmos e acarretam resultados distintos para as diversas partes e funções do organismo.16 O envelhecimento é um novo desafio para a saúde pública contemporânea, bem como um fator de risco para várias doenças bucais, devido às alterações funcionais fisiológicas próprias do idoso.19 As manifestações orais do envelhecimento modificam bioquimicamente o ambiente na cavidade oral, podendo contribuir para o desenvolvimento da halitose, para a produção de saburra lingual (placa bacteriana que recobre a língua) que possivelmente causa problemas sistêmicos e doenças bucais como a cárie e a doença periodontal.

A redução do fluxo salivar provoca uma maior retenção de células epiteliais descamadas, restos alimentares e maior acúmulo de microorganismos, podendo levar ao aparecimento da cárie, que é uma infecção que destrói bioquimicamente os tecidos mineralizados dos dentes. Em pacientes acima de 50 anos de idade, a cárie atinge o cemento dental e é produzida pelo Actinomyces Viscosus que têm como hábitat normal as papilas filiformes da língua. Já as doenças periodontais, estão quase sempre associadas com a halitose, sendo que as bactérias que causam a doença periodontal também se acumulam na placa bacteriana lingual.27 Vale ressaltar que o incremento no índice de cáries radiculares no idoso está relacionado à exposição das raízes, quase sempre expostas por problemas periodontais e não relacionado à idade. Outros fatores que também influenciam no desenvolvimento destas são a xerostomia, a mastigação deficiente motivada pela perda de dentes e a dieta cariogênica.1 A prevenção da doença periodontal e da cárie é alcançada pela erradicação das causas desses processos pela eliminação e controle da placa bacteriana e para prevenir estas doenças é fundamental o desenvolvimento de uma higiene oral bem executada, através do uso de dispositivos como escova, fio dental, escova interdental, dentifrícios fluoretados e soluções para bochecho. A escovação requer o emprego de técnicas adequadas, e no caso dos idosos, a técnica de Bass modificada é uma das mais recomendadas. Para complementar a limpeza da escova, a utilização de fio dental e das escovas interdentais se faz indispensável para as regiões interproximais dos dentes nos sulcos gengivais. Os dentifrícios fluoretados têm uma significativa ação cariostática, que aumenta com o passar dos anos de uso. Já as soluções enxaguatórias na sua grande maioria apresentam alguma ação na eliminação e controle da placa bacteriana, como as soluções à base de clorexidina, ainda que seu uso constante é visto com certas restrições.11

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Estratégias preventivas em odontogeriatria (Parte 3/5)

31/05/2009 - 11:01 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 odontogeriatria3 Marco Tulio Pettinato Pereira – Especialista em Saúde Coletiva (SL Mandic), Saúde Pública (UNAERP) e Saúde da Família (UCAM)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo

Flávia Martão Flório – Mestre e Doutora FOP/UNICAMP, Profa. Fac. Uniararas, Especialista Saúde Coletiva (SL Mandic). 

Devido ao aumento da população de idosos com complicações múltiplas e a necessidade da realização de uma odontologia com ênfase no tratamento como um todo, o conhecimento das doenças crônicas presentes torna-se de fundamental importância. As doenças crônicas mais comuns em idosos são as respiratórias, condições coronárias avançadas, debilidade renal, doenças cardiovasculares, artrite, distúrbios emocionais ou psicológicos como ansiedade ou depressão e endócrinas como a diabetes tipo dois.17 Então, é de extrema importância considerar os eventuais distúrbios sistêmicos que podem envolver a cavidade bucal na sua apresentação clínica, como por exemplo, um paciente diabético não controlado pode ter os tecidos bucais edemaciados19, sendo válido sinalizar que o diabetes favorece o aparecimento da doença gengival. Além disso, o diabetes produz halitose e dificulta a cicatrização.22 

Não é incomum pacientes apresentarem gengivites e periodontites de difícil controle em função de glicemia elevada. Além disso, a infecção gengival dificulta o tratamento do diabético.19 Mas é importante mencionar que os pacientes diabéticos frequentemente apresentam doenças cardiovasculares e estão mais susceptíveis a processos infecciosos se a doença não está sendo adequadamente controlada.1 As doenças cardiovasculares e o tratamento médico dispensado a pacientes cardíacos podem levar a emergências durante o tratamento dentário. O controle constante da pressão arterial e da terapia com anticoagulantes é indispensável.1 No caso dos pacientes com Endocardite infecciosa é aconselhável a prescrição de antimicrobianos para prevenir bacteriemias, antes dos procedimentos odontológicos.1, 13 Em relação à artrite, recomenda-se o posicionamento e o conforto nas atividades gerais destes pacientes, além de executar as atividades com suavidade, respeitando a dor e a tolerância, e evitar atividades que envolvam apreensão forte. A higienização bucal pode se tornar difícil para os pacientes com artrite e outras doenças reumáticas deformantes1 e então recomenda-se engrossar o cabo das escovas dentais e também apertar o tubo do creme dental com as palmas das mãos, para que a força possa ser mais bem direcionada. A escova elétrica pode ser também utilizada pelo paciente portador de artrite, embora a escova manual utilizada com movimentos circulares e suaves permita maior estímulo articular. Para uma higiene bucal satisfatória de pacientes idosos portadores ou não de artrite, mas que apresentem menor capacidade funcional ou cognitiva, deve-se contar com o apoio de um cuidador para complementação da higiene, com escova elétrica, além também de dispositivos em forma de “y” para utilização do fio dental (ou suportes para fio dental) ou escovas interdentais, realizando o enxágue, em caso de paciente acamado, com o auxílio de seringa descartável e cuba do tipo rim.13  

Algumas doenças específicas associadas ao processo de envelhecimento, além do diabetes e das doenças cardiovasculares, são a doença de Alzheimer/demência e a osteoporose.1 A doença de Alzheimer e a demência vascular, além de outras doenças debilitantes e progressivas como o Parkinson, podem levar à dependência total em estágios avançados.13 Os pacientes com doença de Alzheimer/demência podem apresentar diferentes níveis de dificuldade de comunicação e de comportamento,1 são casos típicos de pacientes que precisam de tratamentos em casa4, onde o direcionamento da atenção odontológica deve ser baseado na fase em que se encontra a doença com o estabelecimento de uma rotina eficaz de cuidados que poderá incluir flúor, educação preventiva e a utilização de digluconato de clorexidina.13 Já a osteoporose pode levar à perda acentuada de osso alveolar e mais facilmente à fratura mandibular no caso de quedas ou de tentativas intempestivas de exodontias feitas por profissionais que não levam este ponto em consideração.1

Os pacientes idosos ainda podem estar sujeitos a outras complicações próprias da terceira idade, como a depressão, perda da memória, estresse, aterosclerose, obesidade, incontinência urinária25, alergias17, anemia13 e lesões da mucosa bucal.15 Diante de um paciente com anemia ou hipossalivação, como na Síndrome de Sjögren, é importante que a escova dental tenha cerdas extramacias para menor risco de lesão do tecido gengival.13 No que se refere a lesões de mucosas, em uma revisão de literatura, as lesões mais frequentes relatadas em idosos institucionalizados foram as seguintes: hiperplasias fibrosas inflamatórias, estomatites, candidíases, queilite angular, associadas ao uso de próteses, além da presença de extensas hiperplasias de palato (causadas pelo uso de prótese total superior com câmara de sucção), e em menor número foram relatados leucoplasias e carcinomas.15 Como medida preventiva no caso de portadores de próteses, deve-se aconselhar os idosos a não dormirem com as mesmas, pois como os idosos são mais propensos a infecções o que facilitaria a contaminação por fungos, como a Cândida albicans, além de aumentar o risco de surgimento de lesões de tecido mole, oriundas de traumas ou mesmo devido em relação à halitose.23

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Estratégias preventivas em odontogeriatria (Parte 4/5)

31/05/2009 - 10:55 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

Marco Tulio Pettinato Pereira – Especialista em Saúde Coletiva (SL Mandic), Saúde Pública (UNAERP) e Saúde da Família (UCAM)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo

Flávia Martão Flório – Mestre e Doutora FOP/UNICAMP, Profa. Fac. Uniararas, Especialista Saúde Coletiva (SL Mandic).

Algumas deficiências crônicas podem ser encontradas no paciente geriátrico como a alteração auditiva, catarata, deficiência ortopédica, zumbidos, deficiência visual, glaucoma, ausência das extremidades, incapacidade para diferenciar cores, paralisia das extremidades.7 Além disso, muitos idosos têm medo do cirurgião-dentista, muitos têm instabilidade de postura, que os impossibilitam de deitar na cadeira ou levantar dela, muitos tem a mobilidade comprometida e dependem de cadeiras de rodas, bengalas, apoio de terceiros para caminhar, ou simplesmente não andam mais.22 E estas deficiências/alterações devem ser levadas em conta, uma vez que foi constatado que o paciente geriátrico que possui algum grau de dependência, têm uma deficiência na higiene oral e que representa o mais sério problema de saúde bucal.10

O tratamento do paciente idoso difere do tratamento da população em geral, devido às mudanças fisiológicas durante o processo de envelhecimento natural, da presença de doenças sistêmicas crônicas e da alta incidência de deficiências físicas e mentais nesse segmento da população5, e com isso, a Odontologia Geriátrica ganha importância e deve incluir não somente tratamento protético, restaurador e periodontal, mas também medidas preventivas.29 E é neste sentido que os governos devem investir na questão da Odontogeriatria.

As atividades educacionais em saúde bucal desempenham um papel fundamental na qualidade de vida de qualquer pessoa, em qualquer idade, pois a exemplo dos programas educacionais, atividades preventivas reduzem o risco de enfermidades bucais.3 Mas acredita-se que conhecer a percepção das pessoas sobre sua condição bucal deva ser o primeiro passo na elaboração de uma programação que inclua ações educativas, voltadas para o autodiagnóstico e o autocuidado, além de ações preventivas e curativas.26 Em um estudo onde analisaram-se algumas atividades preventivas educacionais odontogeriátricas, foi concluído que: a) as instruções de higiene, cuidados com dentes/próteses e a aprendizagem devem ser uma constante; b) a sensibilização e a motivação para o aprendizado devem ser uma preocupação incessante no contexto ensino-aprendizagem; c) a manutenção para uma modificação comportamental educacional, deve ser feita com atividades frequentes e diversificadas (verbal, demonstrativa) para que o indivíduo se sensibilize e se motive a aprender. Além disso, no estudo afirmou-se que é importante observar: a) o conteúdo do que se quer ensinar (informações básicas, técnicas adequadas e de fácil aprendizagem, qualidade e quantidade da informação); b) a maneira (escrita, verbal, explicativa, audiovisual, adequação de linguagem, demonstração prática); c) frequência (deve-se observar a motivação e interesse de cada um, sem sobrecarregar); d) público alvo (diversidades culturais, sociais e econômicas, limitações físicas para o desenvolvimento de atividades).3

Mas para realizar as atividades educacionais, o cirurgião-dentista deve considerar com atenção e critério as peculiaridades familiares do idoso procurando adaptar às mesmas seus cuidados de saúde. Neste sentido, é necessário o conhecimento da arquitetura do domicílio, seus obstáculos ambientais, sua rotina de funcionamento de horários de trabalho, refeições etc., disponibilidade de apoio por parte de familiares, empregados ou agregados ao idoso,8 pois deve-se conhecer não somente o paciente como também a família e o seu responsável (cuidador) para ajudar o paciente na promoção de sua saúde bucal.4 No caso de idosos institucionalizados, qualquer programação que seja implementada deve estar adequada as características organizacionais da instituição e dos residentes.10 Além disso, o profissional deve também ser educador do cuidador, contribuindo para a organização, abrandamento e eficácia da rotina de cuidados que um idoso dependente impõe.

Como exemplo de ensinamento por parte do profissional, pode-se citar a técnica da higienização da mucosa desdentada com solução de digluconato de clorexidina a 0,12% sem álcool e gaze, que deve ser realizada pelo cuidador, além do incentivo que se deve realizar ao idoso dependente para deglutir várias vezes, evitando a manutenção de restos alimentares na cavidade bucal.13 Quando da elaboração de atividades preventivas educacionais odontogeriátricas, o profissional deve conscientizar-se de que o conhecimento por si só não é capaz de modificar hábitos.11 É fundamental a utilização de meios corretos de higienização28e também a realização da motivação, pois embora com idades avançadas, indivíduos motivados têm capacidade de aprender, necessitando apenas de incentivo e orientação.12 Como medidas de orientação podem ser realizadas aquelas relacionadas quanto à limpeza regular diária dos dentes, as orientações quanto ao controle da dieta e orientações visando o fortalecimento da superfície dentária.18

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Estratégias preventivas em odontogeriatria (Parte 5/5)

31/05/2009 - 9:48 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

Marco Tulio Pettinato Pereira – Especialista em Saúde Coletiva (SL Mandic), Saúde Pública (UNAERP) e Saúde da Família (UCAM)

Fernando Luiz Brunetti Montenegro – Mestre e Doutor FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa Ondina Lobo

Flávia Martão Flório – Mestre e Doutora FOP/UNICAMP, Profa. Fac. Uniararas, Especialista Saúde Coletiva (SL Mandic).

CONCLUSÕES:

Baseado na literatura consultada, parece lícito chegar às seguintes conclusões:

- Os governantes, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, de forma conjunta como ideal ou mesmo individualmente, devem criar políticas de prevenção e tratamento voltadas à terceira idade com a maior brevidade possível;

- Faculdades de Odontologia (graduação) e cursos de pós-graduação devem começar a formar profissionais, especialistas e professores com conhecimento dirigido à Odontogeriatria;

- Tais profissionais, além da parte técnica envolvida devem buscar analisar os aspectos biopsicossociais no atendimento ao paciente idoso, para direcionar uma atenção voltada às suas necessidades mais amplas;

- Um programa preventivo bucal eficiente é aquele individualizado para determinado paciente e que conte com o apoio de seus familiares e cuidadores devidamente treinados e informados para proporcionar uma promoção de saúde com o intuito de melhorar a qualidade de vida destes idosos mais debilitados fisicamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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3. Brondani MA. Educação preventiva em odontogeriatria – mais que uma necessidade, uma realidade. Rev odonto ciênc 2002 jan-mar; 17(35): 57-61.

4. Carvalho C. Odontologia domiciliar. Rev bras odontol 2002 mar-abr; 59(2): 108-11.

5. Fajardo RS, Grecco P. O que o cirurgião-dentista precisa saber para compreender seu paciente geriátrico – parte I: aspectos psicossociais. JBC j bras clin odontol integr 2003 jul-ago; 7(40): 324-330.

6. Hebling E. Prevenção em odontogeriatria. In: Pereira AC. Odontologia em saúde coletiva. Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 426-37.

7. Kaiser OB, Bonachela WC, Hamata MM, Kaizer ROF. Como entender o tratamento odontológico de idosos com deficiências. JBG J Bras Odonto 2006 jan-mar; 2(4): 8-19.

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10. Mello ALSF, Padilha DMP. Instituições geriátricas e negligência odontológica. Rev Fac Odontol Porto Alegre 2000 jul; 41(1): 44-8.

11. Melo NSFO, Seto EPS, Germann ER. Medidas de higiene oral empregadas por pacientes da terceira idade. Pesq Bras Odontoped Clin Integr 2001 set-dez; 1(3): 42-50.

12. Moimaz SAS, Santos CLV, Pizzatto E, Garbin CAS, Saliba NA. Perfil de utilização de próteses totais em idosos e avaliação da eficácia de sua higienização. Ciênc Odontol Bras 2004 jul-set; 7(3): 72-8.

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19. Rios LR. Distúrbios bucais na terceira idade [monografia]. Campinas: Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic; 2006.

20. Santos DH. A odontogeriatria no contexto da saúde pública [monografia]. Campinas: Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic; 2005.

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22. Sequeira E, Neves DM, Brunetti RF, Luz DT, Montenegro FLB. Odontogeriatria: a especialidade do futuro. Rev ABO Nac 2001 abr-mai; 9(2): 72-8.

23. Siqueira SL. A importância da dentição para uma boa nutrição na terceira idade [monografia]. Campinas: Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic; 2005.

24. Silva CC. O idoso e o acesso aos serviços de saúde bucal [monografia]. Campinas: Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic; 2005.

25. Silva EMM, Gallo AKG, Santos DM, Barão VAR, Júnior ACF. Enfermidades do paciente idoso. Pesq Bras Odontoped Clin Integr 2007 jan-abr; 7(1): 83-88.

26. Silva SRC, Fernandes AC. Autopercepção das condições de saúde bucal por idosos. Rev Saúde Pública 2001 ago; 35(4): 349-55.

27. Souza MR, Genestra M. A terceira idade na região sul fluminense do Estado do Rio de Janeiro e a importância da inclusão da odontogeriatria no currículo odontológico. Odontol clín-cient 2003 set-dez; 2(3): 217-223.

28. Souza VMS, Pagani C, Jorge ALC. Odontogeriatria: sugestão de um programa de prevenção. Pós-grad Rev Fac Odontol 2001 jan-abr; 4(1): 56-62.

29. Tibério D, Santos MTBR, Ramos LR. Estado periodontal e necessidade de tratamento em idosos. Rev Assoc Paul Cir Dent 2005 jan-fev; 59(1): 69-72.

30. Vargas HS. Psicologia do envelhecimento. São Paulo: Fundo Editorial BYK – PROCIENX; 1983. p. 17-28.

“Este artigo é baseado na Dissertação de Especialização em Saúde Coletiva, que foi apresentada em Fevereiro de 2009 no Curso de Especialização em Saúde Coletiva do Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic, Campinas, pelo Dr. Marco Tulio Pettinato Pereira, cuja dissertação foi aprovada com nota máxima”.

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Anúria (falta de urina)

31/05/2009 - 9:03 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Terapias Alternativas

 anuria É um problema caracterizado pelo fato de a pessoa não ter o que urinar. É diferente de urina presa porque nesse caso a pessoa tem o que urinar, mas esta urina está presa por causa de uma próstata crescida por exemplo ou areia no canal da urina, etc.

Causas

- rins inflamados que não fabricam a urina;

- inflamação do canal de saída da bexiga por fascíolas hepáticas, cândida albicans, mumps vírus, etc. Portanto, verme, fungos e vírus respectivamente.

Tratamento

- tratar dos rins e bexiga;

- usar cataplasmas de argila morna sobre estes órgãos, misturada com o chá de cipó-mil-homens, por 3 horas ou mais;

- quem sofre dos rins precisa beber muito líquido e suar, pode ser pelas saunas;

- fazer o banho genital uma a duas vezes ao dia;

- evitar alimentos como chocolates, queijos, carnes e trocar por frutas e verduras cruas e raízes.

Do livro “Existem doenças incuráveis?”, de Jaime Brüning, 2003, p. 160.

Caro leitor, nosso blog se preocupa com a saúde e o bem estar de todas as pessoas. Desenvolvemos um trabalho na área de terapias complementares, porém gostaríamos de salientar que qualquer tratamento aqui sugerido não dispensa uma orientação médica ou qualquer orientação na área que você esteja precisando. Isto significa que os tratamentos com argila terapêutica e outros devem complementar o tratamento já realizado, mantendo sempre o acompanhamento médico. Além disto, sugerimos que aquelas pessoas que já estão em tratamento e que resolvam usar algum tratamento complementar, que comuniquem o profissional que acompanha seu caso.  
Atenciosamente,
Equipe GeroVida.

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Praticar exercício reduz quedas em idosos

30/05/2009 - 20:56 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Dicas, Qualidade de Vida

 Contribuição enviada por Daliane Batista Cardoso*

A prática de atividade física reduz as chances e os índices de queda de idosos. Uma meta-análise da Cochrane Collaboration (rede global dedicada a revisão e análise de pesquisas na área da saúde), que analisou 111 artigos científicos e dados de mais de 55 mil pessoas, constatou que um programa de exercícios realizados em casa ou em grupo e tai chi chuan são mais eficazes para prevenir tombos do que mudanças na casa e uso de suplementos de vitamina D. Quedas são frequentes nessa faixa etária. Em geral, 30% das pessoas saudáveis com mais de 60 anos caem durante um ano. Acima dos 80 anos, a taxa sobe para 40%. “As quedas são mais perigosas porque os ossos estão mais frágeis. O reflexo é menor na terceira idade, e há mais tendência a fraturas. Além disso, a cicatrização é mais lenta e complicada”, diz o ortopedista Moisés Cohen, professor e chefe da residência de medicina esportiva da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

“Levantamentos mostram que 11% das quedas geram uma lesão muito importante. Os outros 89% têm muitas sequelas: as pessoas ficam com medo de cair de novo e isso restringe as atividades. A família fica em cima, superprotege; com isso, o idoso se movimenta menos, perde-se tônus muscular e a pessoa cai de novo, criando um círculo vicioso”, afirma o geriatra Sérgio Pachoal, coordenador da Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. A partir dos 40 anos, o organismo tende a trocar massa muscular por tecido adiposo (gordura), e esse processo é intensificado após os 60, sendo pior entre idosos sedentários.

A perda de musculatura compromete o equilíbrio nessa faixa etária, pois um dos fatores de risco mais importantes para queda é a fraqueza das pernas. “Quando o aperto de mão é fraco, é possível ter noção de que a capacidade muscular de todo o corpo está prejudicada”, compara Paschoal. A falta de exercícios e de flexibilidade faz com que o idoso passe a andar com os joelhos levemente flexionados, e isso altera seu centro de equilíbrio.

Atividades

Exercícios são altamente recomendados, mas o idoso deve ter autorização médica para praticá-los. Como marcha lenta, passos muito curtos e dificuldade de equilíbrio contribuem para os idosos caírem mais, atividades que trabalhem a musculatura das pernas e dos quadris devem compor o programa de atividades nessa faixa etária.

Exercícios de resistência são eficazes para aumentar o tônus muscular, e séries que ajudem a fortalecer a musculatura da coluna favorecem uma postura mais ereta. O tai chi chuan, mencionado na meta-análise, ajuda a melhorar o equilíbrio e o tônus muscular. “A pessoa se condiciona, porque as posturas exigem muito das pernas ao mesmo tempo em que é treinado o equilíbrio”, diz Paschoal. Para melhorar a flexibilidade, exercícios de alongamento e pilates também são indicados. Se joelhos e tornozelos são flexíveis, a chance de queda diminui, pois o idoso consegue dar passos mais firmes e longos.

Outras intervenções

Considerados menos importantes na pesquisa da Cochrane, algumas mudanças também ajudam o idoso a cair menos. Uma delas, que atinge principalmente as mulheres, é abolir o uso de chinelos de tiras (como pantufas e tamancos), que levam a um passo mais arrastado e acostumam mal o idoso. Em casa, é indicado sinalizar escadas e degraus e instalar barras de apoio nos banheiros. Os vasos sanitários e a cama não devem ser muito baixos, para que o idoso consiga se sentar e se levantar mais facilmente. Deve-se manter um ponto de iluminação durante a noite, caso o idoso precise se levantar.

Fonte: Folha Online

* Educadora Física e Colaboradora / Parceira da GeroVida

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Nunca perder a compostura

30/05/2009 - 18:40 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Reflexão

compostura

A principal finalidade da prudência é nunca perder a compostura.

Assim se comporta o homem verdadeiro, de coração perfeito, porque é difícil abalar um espírito elevado.

As paixões são os humores do espírito: qualquer excesso prejudica a prudência; e se o mal sai da boca, a reputação ficará em perigo.

Cada pessoa deve ser tão dona de si mesma que nem na prosperidade nem na adversidade possa ser criticada por haver perdido e compostura.

Assim será admirada como superior.

Do livro A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, 2003.

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Gerontologia Social: envelhecimento e qualidade de vida

30/05/2009 - 11:22 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia, Sugestão de leituras

gerontologia social

Sugestão de leitura 65

“Gerontologia Social: envelhecimento e qualidade de vida”, de Ricardo Moragas. Editora Paulinas.

O envelhecimento afeta o ser humano e aqueles que o cercam. Este livro mostra como obter uma melhor qualidade de vida na Terceira Idade, informando os leitores sobre as bases biológicas, psíquicas e sociais que atuam no idoso e influenciam sua conduta.

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Anemia

30/05/2009 - 11:11 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Terapias Alternativas

 anemia  É a falta de glóbulos vermelhos no sangue, isto é, a má composição do sangue.

Há vários tipos de anemia, uma delas recebe o nome de falsiforme porque ocorreu a deformação dos glóbulos vermelhos em células com forma falsa. Pode ser consequência de malárias muito fortes e repetidas, bem como outros fatores.

Causas

- devido a uma alimentação fraca, sem valor nutritivo, má digestão o corpo não tem condições de fabricar glóbulos vermelhos suficientes;

- falta de ferro e de proteínas no organismo;

- a presença de parasitas intestinais é uma das causas principais, sobretudo do chamado Necator americanus que é o responsável pela maioria dos casos de anemia que o autor verifica através do exame bioenergético. Este parasita gruda no intestino e suga o sangue com suas ventosas;

- produtos tóxicos introduzidos no corpo como mercúrio, arsênico e zinco que alteram a qualidade do sangue;

- falta de higiene e abusos sexuais;

Tratamento

- aplicar argila no estômago para melhorar a digestão;

- combater a febre interna;

- tomar bastante suco de cenoura e beterraba;

- tomar um copo de suco de uva fora das refeições;

- meio copo de suco de dente de leão às 16:00h;

- comer castanhas, amêndoas, nozes, gergelim;

- comer arroz integral, levedo de cerveja, frutas em geral, sopa de farinha de soja, abóbora e feijão.

Do livro “Existem doenças incuráveis?”, de Jaime Brüning, 2003, p. 159.

Caro leitor, nosso blog se preocupa com a saúde e o bem estar de todas as pessoas. Desenvolvemos um trabalho na área de terapias complementares, porém gostaríamos de salientar que qualquer tratamento aqui sugerido não dispensa uma orientação médica ou qualquer orientação na área que você esteja precisando. Isto significa que os tratamentos com argila terapêutica e outros devem complementar o tratamento já realizado, mantendo sempre o acompanhamento médico. Além disto, sugerimos que aquelas pessoas que já estão em tratamento e que resolvam usar algum tratamento complementar, que comuniquem o profissional que acompanha seu caso.  
Atenciosamente,
Equipe GeroVida.

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