Arquivo de Gerontologia

Adaptações ambientais

22/02/2010 - 13:53 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Muitas vezes é preciso fazer algumas adaptações no ambiente da casa para melhor abrigar a pessoa cuidada, evitar quedas, facilitar o trabalho do cuidador e permitir que a pessoa possa se tornar mais independente. O lugar onde a pessoa mais fica deve ter somente os móveis necessários. É importante manter alguns objetos que a pessoa mais goste de modo a não descaracterizar totalmente o ambiente. Cuide para que os objetos e móveis não atrapalhem os locais de circulação e nem provoquem acidentes. Alguns exemplos de adaptações:
• As cadeiras, camas, poltronas e vasos sanitários mais altos do que os comuns facilitam a pessoa cuidada a sentar, deitar e levantar. O cuidador ou outro membro da família podem fazer essas adaptações. Em lojas especializadas existem levantadores de cama e cadeiras e vasos sanitários.
• Antes de colocar a pessoa sentada numa cadeira de plástico, verifique se a cadeira suporta o peso da pessoa e coloque a cadeira sobre um piso antiderrapante, para evitar escorregões e quedas.
• O sofá, poltrona e cadeira devem ser firmes e fortes, ter apoio lateral, que permita à pessoa cuidada se sentar e se levantar com segurança.
• Se a pessoa cuidada não controla a saída de urina ou fezes é preciso cobrir com plástico a superfície de cadeiras, poltronas e cama e colocar por cima do plástico um lençol para que a pele não fique em contado direto com o plástico, pois isso pode provocar feridas.
• Sempre que possível, coloque a cama em local protegido de correntes de vento, isso é, longe de janelas e portas.
• Retire tapetes, capachos, tacos e fios soltos, para facilitar a circulação do cuidador e da pessoa cuidada e também evitar acidentes.
Sempre que for possível é bom ter barras de apoio na parede do chuveiro e ao lado do vaso sanitário, assim a pessoa cuidada se sente segura ao tomar banho, sentar e levantar do vaso sanitário, evitando se apoiar em pendurador de toalhas, pias e cortinas.
• O banho de chuveiro se torna mais seguro com a pessoa cuidada sentada em uma cadeira, com apoio lateral.
• Piso escorregadio causa quedas e escorregões, por isso é bom utilizar tapetes anti derrapantes (emborrachados) em frente ao vaso sanitário e cama, no chuveiro, embaixo da cadeira.
• A iluminação do ambiente não deve ser tão forte que incomode a pessoa cuidada e nem tão fraca que dificulte ao cuidador prestar os cuidados. É bom ter uma lâmpada de cabeceira e também deixar acesa uma luz no corredor.
• Os objetos de uso pessoal devem estar colocados próximos à pessoa e numa altura que facilite o manuseio, de modo que a pessoa cuidada não precise se abaixar e nem se levantar para apanhá-los.
• As escadas devem ter corrimão dos dois lados, faixa ou piso antiderrapante e ser bem iluminadas.
• As pessoas idosas ou com certas doenças neurológicas podem ter dificuldades para manusear alguns objetos por ter as mãos trêmulas. Algumas adaptações ajudam a melhorar o desempenho e a qualidade de vida da pessoa. Enrole fita adesiva ou um pano nos cabos dos talheres e também no copo, caneta, lápis, agulha de crochê, barbeador manual, pente, escova de dente. Assim os objetos ficam mais grossos e pesados o que facilita à pessoa coordenar seus movimentos para usar esses objetos.
• Coloque o prato, xícara e copo em cima de um pedaço de material emborrachado para que não escorregue.
Fique Atento: No mercado já existem diversos objetos adaptados.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

Veja Também:
Alzheimer tem origem genética em 80% dos casos
O cuidador e a família
Bem estar subjetivo e satisfação na velhice
Quedas
Ranger os dentes à noite é comum
Ergonomia e envelhecimento 8
Pterígio, o que é isso?
Amabile e Tranqüila – minhas duas nonas
Vida Simples (Parte 3)
Estética na Terceira Idade

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Exercícios respiratórios para idosos

22/02/2010 - 13:46 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Quando a pessoa cuidada está com os movimentos limitados ou permanece acamada por longos períodos é comum que se acumule secreção (catarro) nos pulmões. Por isso é importante que o cuidador a estimule e ajude a fazer exercícios respiratórios para eliminar essas secreções, melhorar a entrada de ar nos pulmões e prevenir o aparecimento de pneumonia. A seguir serão descritos alguns exercícios, que dependendo das condições físicas da pessoa cuidada, podem ser feitos com a pessoa deitada, sentada ou em pé:
• Ajude a pessoa a se sentar e peça a ela que coloque as mãos sobre a barriga, puxe o ar pelo nariz, e solte pela boca, de forma lenta e prolongada. Dessa forma ela vai perceber a mão se movimentando para cima quando o pulmão enche e para baixo quando solta o ar.
• Peça à pessoa para puxar o ar pelo nariz e ao mesmo tempo levantar os braços estendidos, depois peça para a pessoa soltar o ar pela boca abaixando os braços.
Fique Atento: É importante oferecer à pessoa cuidada maior quantidade de líquido para facilitar a saída do catarro e estimulá-la a tossir e cuspir. Procure observar a cor do catarro, pois se o catarro estiver amarelo, verde ou com sangue é preciso comunicar à equipe de saúde.
O ambiente da casa precisa estar sempre limpo, arejado e livre de fumaça e poeira. A limpeza do chão e dos móveis deve ser feita diariamente com pano úmido.
Os produtos de limpeza com cheiro forte devem ser evitados, pois podem provocar alergias e alterações respiratórias.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

Veja Também:
Treinamento respiratório melhora a memória e a qualidade de vida do idoso
Fico de cama ou vou à academia?
Idoso que faz dieta sem exercício perde massa muscular
Exercícios para idosos com doenças ou incapacidades
Alzheimer e a alimentação
Tai Chi Chuan melhora equilíbrio e movimentos de idosos
Suco para asma (Parte ½)
Dicas de exercícios para o cuidador
Ioga é melhor do que exercícios convencionais contra dor nas costas
Idosos que se exercitam têm recuperação melhor após AVC

Comentários (4)     Indique esse artigo Indique esse artigo

Rompendo o Silêncio: faces da violência na velhice

17/02/2010 - 14:31 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 106
Rompendo o Silêncio: faces da violência na velhice
O envelhecimento é uma das maiores conquistas da humanidade no último século. Entretanto, muitos cidadãos idosos vivem a velhice de forma indigna e conhecem apenas o sabor do fracasso. Muitos idosos vivem abandonados, negligenciados, desrespeitados nos seus direitos, esquecidos e são vítimas das mais diversas situações de violência.
O presente livro se propõe a dialogar com a sociedade, com profissionais e com o segmento idoso algumas faces da violência contra a pessoa idosa e ao mesmo tempo, oferecer subsídios para a prevenção e intervenção nesta forma perversa de violação aos direitos humanos das pessoas idosas. Simone de Beauvoir, ao escrever “A Velhice” se propôs com grande ousadia a quebrar a conspiração do silêncio existente sobre a velhice.  “Rompendo o Silêncio” também se propõe a romper o pacto do silêncio ainda sobre a violência aos mais velhos.
É indispensável que a sociedade, a família e o Estado empreendam todos os esforços para assegurar a dignidade da pessoa humana em todas as fases da existência e não somente na velhice. Na medida em que respeitamos todas as etapas da vida, respeitaremos a todos e dessa forma, teremos uma sociedade para todas as idades.
Meu mundo, seu mundo, nosso mundo sem violência à pessoa idosa!
Editora: Martinari
Organizadores:
Marília Viana Berzins
William Malagutti
1º edição
Ano: 2010
Páginas: 344
Peso: 570g
Preço: R$65,00
Dimensões: 17×24
ISBN: 978-85-89788-66-3

Veja Também:
Violência contra a pessoa idosa: ocorrências, vítimas e agressores
Além da velhice
Violência, maus tratos, abuso e assédio no curso de vida e na velhice (Parte 1/3)
Educação Não-formal e velhice
Sinais dos tempos: marcas de violência na escola
Violência, agressão e maus-tratos contra idosos
Escutatória
Vovô vai à escola: a velhice como tema transversal no ensino fundamental
E por falar em boa velhice
Oficialmente Velho

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Aquarela das idades

13/02/2010 - 12:58 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

Uma forma muito bonita e singela de pensar na questão das idades… escrito por Marcel Reynaert… veja o pps abaixo

Aquarelas_das_idades

Veja Também:
Além da velhice
O mercado da Terceira Idade.
Ciclo de Vida
Os segredos da arte
Rompendo o Silêncio: faces da violência na velhice
Alguns benefícios do iogurte
Controle percebido
Idosos precisam tomar mais sol
Curso de vida
Cérebro continua a se desenvolver depois dos 50

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Adultos precisam dormir cada vez menos à medida que envelhecem

9/02/2010 - 12:21 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 (Da France Presse)
Idosos em boas condições de saúde precisam dormir menos do que adultos jovens, e mesmo com menos horas de sono têm menos chances de se sentirem cansados ao longo do dia, concluiu um estudo divulgado no dia 01/02/2010.
O tempo dedicado ao sono diminui progressiva e significativamente com a idade, indica o estudo publicado pela SLEEP, órgão oficial da Academia Americana de Medicina do Sono e pela Sociedade de Pesquisas sobre o Sono.
Por dia, adultos entre 66 e 83 anos dormem cerca de 20 minutos a menos que adultos entre 40 e 55 anos, que por sua vez dormem 23 minutos a menos que adultos jovens (entre 20 e 30 anos), afirmam os autores da pesquisa.
Os adultos da terceira idade acordam, segundo o trabalho, com mais frequência durante a noite do que os adultos jovens.
O estudo concluiu que o sono profundo, considerada a fase mais regeneradora do sono, também diminui com a idade.
No entanto, apesar de adultos mais velhos dormirem menos profundamente e por menos tempo do que os jovens, sua necessidade de descanso ao longo do dia é menor.
O estudo foi realizado na Clinical Research Center da Universidade de Surrey, no Reino Unido, com 110 adultos sãos sem problemas de sono ou outras doenças específicas.
01/02/2010
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1471923-5603,00-ADULTOS+PRECISAM+DORMIR+CADA+VEZ+MENOS+A+MEDIDA+QUE+ENVELHECEM+DIZ+ESTUDO.html

Veja Também:
Conhecer a natureza dos empregos
Idosos precisam tomar mais sol
Responsabilidade, Educação e Participação do idoso no trânsito 4
Dormir pouco torna o organismo presa fácil da gripe
Dicas de Comportamento no trânsito.
Vivências – Dança, Teatro, Saúde e AutoCuidado
Todo dia é menos um dia
Os dez passos para uma alimentação saudável
Dormir demais ameaça saúde de mulheres
Correr desacelera o relógio biológico

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Turismo e Qualidade de Vida na Terceira Idade

6/02/2010 - 12:48 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia, Qualidade de Vida, Sugestão de leituras

Sugestão de leitura 103
“Turismo e Qualidade de Vida na Terceira Idade”, de Heloisa Maria Rodrigues de Souza. Editora Manole, 2006.
Este livro aborda certos aspectos da terceira idade e sua relação com o turismo. De caráter científico, trata das causas e conseqüências do envelhecimento da população; das transformações do corpo com o passar do tempo; das ações que promovem a saúde do idoso e das perspectivas do turismo para a terceira idade. É uma obra única, que concilia turismo com medicina, tendo como diferencial o conteúdo de seus capítulos, com abordagem clara e precisa dos assuntos tratados. Voltado para o público em geral, incluindo pessoas da terceira idade, estudantes e professores, o livro também apresenta sugestões para as agências de viagens, visando a um melhor atendimento aos idosos, público cada vez mais importante para o turismo.

Veja Também:
Qualidade de vida e saúde bucal na terceira idade
Gerontologia Social: envelhecimento e qualidade de vida
Os sete pilares da qualidade de vida
Equilíbrio Hormonal e Qualidade De Vida: estresse, bem-estar, alimentaçao e envelhecimento
E por falar em boa velhice
O mercado da Terceira Idade.
Prevenção em Odontogeriatria
Conversando com Nara Costa Rodrigues sobre Gerontologia Social
Projeto “Promoção de Saúde dos idosos”
Idade ativa: Agenda cheia ajuda idosos

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Exercícios para idosos com doenças ou incapacidades

29/01/2010 - 9:00 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 Uma das atividades do cuidador é ajudar a pessoa cuidada a se recuperar, isso é, ajudá-la a recuperar movimentos e funções do corpo, prejudicados pela doença. Alguns exercícios podem ser feitos mesmo que a pessoa cuidada esteja na cama ou em cadeira de rodas. Exemplos de alguns exercícios que podem ser feitos com a pessoa cuidada na cama ou na cadeira de rodas:
• Movimente cada um dos dedos dos pés, para cima e para baixo, para os lados e com movimentos de rotação.
• Segure o tornozelo e movimente o pé para cima, para baixo, para os dois lados e em movimentos circulares.
• Dobre e estenda uma das pernas, repita o movimento com a outra perna (sem atritar o calcanhar na cama, que favorece o surgimento de feridas).
• Com os pés da pessoa apoiados na cama e os joelhos dobrados, faça movimentos de separar e unir os joelhos.
•  Com os pés apoiados na cama e os joelhos dobrados, solicite que a pessoa cuidada levante os quadris e abaixe lentamente.
• Levante e abaixe os braços da pessoa, depois abra e feche.
• Faça movimentos de dobrar e estender os cotovelos, os punhos e depois os dedos.
• Ajude a pessoa a flexionar suave e lentamente a cabeça para frente e para trás, para um lado e depois para o outro, isto alonga os músculos do pescoço. Estimule para que a pessoa faça os movimentos sozinha, se necessário o cuidador pode ajudá-la. No caso de tonturas suspenda o movimento até melhora do sintoma.
Peça à pessoa cuidada que encha as bochechas de ar e depois murche a bochecha para dentro; a seguir peça a ela que coloque a língua para fora e movimente de um lado para o outro; feche os olhos com força fazendo caretas.
É importante que o cuidador estimule a pessoa cuidada a utilizar ao máximo o lado do corpo que está comprometido, realizando com o lado afetado todos os exercícios citados anteriormente. Caso seja necessário, o cuidador pode ajudá-la na realização desses exercícios.
Sempre que possível é bom que a porta do quarto e os móveis estejam do lado mais comprometido, pois isso faz com que a pessoa se volte mais para esse lado estimulando os movimentos do membro afetado.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

Veja Também:
Potencialidades e Vulnerabilidades do Envelhecimento 1
Idoso que faz dieta sem exercício perde massa muscular
Exercícios podem reduzir risco de Alzheimer
‘Brincar como criança’ pode ser mais eficaz que exercícios regulares
Alzheimer e a alimentação
Personal trainer para idosos
Exercícios respiratórios para idosos
Tai Chi Chuan melhora equilíbrio e movimentos de idosos
Depressão em idosos (Parte 2/3)
Atividade física: nunca é tarde para começar! (Parte 1)

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Mudança de posição do corpo do idoso

11/01/2010 - 8:05 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 As pessoas com algum tipo de incapacidade, que passam a maior parte do tempo na cama ou na cadeira de rodas, precisam mudar de posição a cada 2 horas. Esse cuidado é importante para prevenir o aparecimento de feridas na pele (úlceras de pressão) – que são aquelas feridas que se formam nos locais de maior pressão, onde estão as pontas ósseas como: calcanhar, final da coluna, cotovelo, cabeça, entre outras regiões.
Mudança da cama para a cadeira
Quando a pessoa está há muitos dias deitada, é preciso que o cuidador faça a mudança da posição deitada para sentada e depois em pé, pois a pessoa pode sentir fraqueza nas pernas, tonturas e vertigem. Cuidador, siga os seguintes passos:
a) Caso a cama seja de hospital, trave as rodas e abaixe as laterais, mova as pernas da pessoa para o lado, segurando a pessoa com firmeza pelos ombros. Peça a pessoa que se apóie firmemente nos braços e levante o corpo da cama. Com a pessoa já sentada na cama, solicite a ela que apóie os dois pés no chão.
b) Para evitar que a pessoa se desequilibre e caia, permaneça na frente dela enquanto ela se acostuma a ficar sentada e a movimentar as pernas.
c) Quando a pessoa não mais se sentir tonta ou cansada, calce-lhe sapatos antiderrapantes, traga-a para a beira da cama, posicione seus pés firmemente no chão e peça-lhe para tentar se levantar, estando alerta para ajudá-la caso se desequilibre.
d) Se a pessoa precisar de ajuda para ficar de pé, posicione-se de forma que os joelhos da pessoa cuidada fiquem entre os seus. Então abaixe-se, flexionando levemente as pernas, passe os braços em volta da cintura da pessoa e peça-lhe para a pessoa cuidada dar impulso. Erga-se trazendo-a junto.
e) Guie a pessoa até uma cadeira. Posicione-a de costas para a cadeira, com os joelhos flexionados e as costas eretas. Caso a cadeira tenha braços, peça à pessoa cuidada para se apoiar nos braços da cadeira ao sentar. Caso a pessoa não movimente o braço, é preciso que a poltrona ou cadeira onde essa pessoa vai se sentar tenha apoio lateral resistente para que o braço afetado possa ficar bem apoiado.
Quando o cuidador necessita de um ajudante para a passagem da cama para a cadeira
Quando a pessoa cuidada tem muita dificuldade para se movimentar, tem falta de equilíbrio ou é muito pesada, o cuidador deve chamar outra pessoa para ajudá-lo na movimentação ou mudança de posição da pessoa cuidada. Explique à pessoa cuidada e também ao ajudante o que será realizado. A seguir é descrito como se deve proceder:
a) A pessoa cuidada cruza os braços e o cuidador pega a parte superior do corpo abraçando o tronco e apoiando as mãos nos braços cruzados da pessoa cuidada.
b) O ajudante segura as pernas da pessoa cuidada.
c) Os movimentos devem ser combinados e realizados ao mesmo tempo, por isso o cuidador deve contar 1, 2 e 3 antes de iniciarem a movimentação da pessoa cuidada. Ao levantar a pessoa, o cuidador e o ajudante devem flexionar os joelhos, de modo a ficar com as pernas levemente dobradas, isto evita forçar a coluna e proporciona maior segurança.
Ajudando a pessoa cuidada a caminhar
Se a pessoa cuidada consegue andar mesmo com dificuldade, é importante que o cuidador anime, estimule e apóie a pessoa a fazer pequenas caminhadas, de preferência em lugares arejados. A caminhada é uma atividade importante, pois ajuda a melhorar a circulação sanguínea e a manter o funcionamento das articulações, entre outros benefícios. Para auxiliar a pessoa cuidada a andar é preciso que o cuidador lhe dê apoio e segurança. Para isso o cuidador coloca uma mão embaixo do braço ou na axila da pessoa, segurando com sua outra mão a mão da pessoa cuidada. O cuidador pode também ficar em frente da pessoa segurando-a firmemente pelos antebraços e estimulando-a a caminhar olhando para frente. A pessoa que sofre de demência deve ser estimulada a fazer o mesmo trajeto durante as caminhadas e o cuidador deve mostrar a ela os pontos de referência, falando o nome das coisas que vão encontrando pelo caminho. Para ajudar a pessoa que possui parte do corpo que não movimenta, o cuidador deve apoiar pelo lado afetado.
Fique Atento: Para evitar escorregões é melhor que o cuidador e a pessoa cuidada usem sapatos baixos, bem ajustados e amarrados.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

Veja Também:
Dicas de exercícios para o cuidador
Boa postura previne dores nas costas
A idade e a mudança
Mundo: representação e mudança.
As doenças e o sexo
Exercícios para idosos com doenças ou incapacidades
Acomodando a pessoa cuidada na cama
Atividade física: nunca é tarde para começar! (Parte 1)
Alimentação e Qualidade de Vida
Gerações – Atividades intergeracionais para escolas

Comentários (4)     Indique esse artigo Indique esse artigo

Acomodando a pessoa cuidada na cama

10/01/2010 - 8:00 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 A posição em que a pessoa permanece deitada pode causar dores na coluna e dificuldades respiratórias e dessa maneira diminuir a qualidade do sono. A seguir é descrito como deitar a pessoa cuidada da forma correta nas diversas posições.
Deitada de costas
Coloque um travesseiro fino e firme embaixo da cabeça da pessoa de maneira que o pescoço fique no mesmo nível da coluna. Coloque um travesseiro ou cobertor fino embaixo da panturrilha, assim diminui a pressão dos calcanhares sobre a cama. Dobre os cotovelos levemente e coloque as mãos da pessoa apoiadas nos quadris. Mantenha as pernas da pessoa esticadas e as pontas dos dedos voltadas para cima. Apóie os pés em uma almofada recostada na guarda final da cama, a uma inclinação de 60º ou 90º.
Deitada de lado
Coloque a pessoa deitada de um dos lados. Coloque um travesseiro fino sob a cabeça e o pescoço de modo que a cabeça fique alinhada com a coluna. Escore as costas da pessoa com um travesseiro maior, para evitar que ela vire de costas, e coloque outro travesseiro entre os braços da pessoa para dar maior conforto. A perna que fica por cima deve estar levemente dobrada e apoiada em um travesseiro, a fim de mantê-la no nível dos quadris. Dobre levemente o joelho e coloque uma toalha dobrada, ou cobertor ou edredon fino, a fim de manter o tornozelo afastado do colchão.
Deitada de bruços
Deite a pessoa de bruços, vire a cabeça delicadamente para um dos lados acomodando-a com um travesseiro fino ou toalha dobrada. Ajude a pessoa a flexionar os braços para cima de modo que os cotovelos fiquem nivelados com os ombros. Depois, coloque toalhas dobradas embaixo do peito e do estômago. Por fim, ajeite as pernas apoiando os tornozelos e elevando os pés com uma toalha ou lençol enrolado.
Fique Atento: Ter maior cuidado no posicionamento da pessoa que apresenta parte do corpo que não se movimenta (braço ou perna “esquecida”), para evitar surgimento de feridas e deformidades. No caso de sequela de derrame, o braço comprometido deve estar sempre estendido e apoiado em um travesseiro e a perna afetada deve ser colocada ligeiramente dobrada e apoiada com um travesseiro embaixo do joelho, impedindo que a perna fique toda esticada.
Fique Atento: Se a pessoa consegue ficar em pé com ajuda do cuidador, mesmo por pouco tempo, é importante que o cuidador encoraje, apoie e estimule a pessoa a ficar nessa posição, pois isso ajuda a melhorar a circulação do sangue e a evitar as feridas.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

Veja Também:
Exercícios para idosos com doenças ou incapacidades
Mudança de posição do corpo do idoso
Adaptações ambientais
Quem é o cuidador
O cuidador e a pessoa cuidada
O cuidado
Exercícios respiratórios para idosos
Como proceder no banho na cama
Cuidados com a boca dos idosos
O Autocuidado

Comentários     Indique esse artigo Indique esse artigo

Alimentação por sonda (Dieta enteral)

9/01/2010 - 12:27 Por: Wanda Patrocinio

Categoria(s): Gerontologia

 A dieta enteral é fornecida na forma líquida por meio de uma sonda, que colocada no nariz ou na boca vai até o estômago ou intestino. Assim, é possível fornecer os nutrientes que a pessoa necessita independente da sua cooperação, fome ou vontade de comer. A alimentação por sonda é usada nas seguintes situações:
• Para ajudar na cicatrização de feridas.
• Para controlar a diarreia, prisão de ventre e vômitos.
• Para preparar o organismo para algumas cirurgias e tratamentos de quimioterapia, radioterapia e diálise.
• Quando a pessoa não pode se alimentar pela boca.
• Quando a quantidade de alimentos que a pessoa come não está sendo suficiente.
• Quando há necessidade de aumentar a quantidade de calorias sem aumentar a quantidade de comida.
Em algumas situações a pessoa recebe alimentação mista, isso é, se alimenta pela boca e recebe um complemento alimentar pela sonda. A nutrição enteral pode ser preparada em casa ou industrializada. As dietas caseiras são preparadas com alimentos naturais cozidos e passados no liquidificador e coados, devem ter consistência líquida e sua validade é de 12 horas após o preparo. A dieta industrializada já vem pronta para o consumo, tem custo mais alto e pode ser utilizada por 24 horas depois de aberta. A alimentação enteral deve ser prescrita pelo médico ou nutricionista e a sonda deve ser colocada pela equipe de enfermagem. A fixação externa da sonda pode ser trocada pelo cuidador, desde que tenha cuidado para não deslocar a sonda. Para fixar a sonda é melhor utilizar esparadrapo antialérgico, mudando constantemente o local de fixação, assim se evita ferir a pele ou as alergias. O cuidador deve seguir os seguintes cuidados quando a pessoa estiver recebendo a dieta enteral:
• Antes de dar a dieta coloque a pessoa sentada na cadeira ou na cama, com as costas bem apoiadas, e a deixe nessa posição por 30 minutos após o término da alimentação. Esse cuidado é necessário para evitar que em caso de vômitos ou regurgitação, restos alimentares entrem nos pulmões.
• Pendure o frasco de alimentação enteral num gancho, prego ou suporte de vaso em posição bem mais alta que a pessoa, para facilitar a descida da dieta.
• Injete a dieta na sonda lentamente gota a gota. Esse cuidado é importante para evitar diarreia, formação de gases, estufamento do abdome, vômitos e também para que o organismo aproveite melhor o alimento e absorva seus nutrientes.
• A quantidade de alimentação administrada de cada vez deve ser de no máximo 350ml, várias vezes ao dia; ou de acordo com a orientação da equipe de saúde.
• Ao terminar a alimentação enteral injete na sonda 20ml de água fria, filtrada ou fervida, para evitar que os resíduos de alimentos entupam a sonda.
• Para as pessoas que não podem tomar água pela boca ofereça água filtrada ou fervida entre as refeições, em temperatura ambiente, por meio de seringa ou colocada no frasco descartável. A quantidade de água deve ser definida pela equipe de saúde.
• A sonda deve permanecer fechada sempre que não estiver em uso.
• A dieta enteral de preparo caseiro deve ser guardada na geladeira e retirada 30 minutos antes do uso, somente a porção a ser dada.
• A dieta deve ser dada em temperatura ambiente, não há necessidade de aquecer a dieta em banho-maria ou em microondas.
Fique Atento: Se a sonda se deslocar ou tiver sido retirada acidentalmente, não tente recolocá-la, chame a equipe de saúde.
Para o preparo e administração de dieta enteral alguns cuidados de higiene são muito importantes:
• Lave o local de preparo da alimentação com água e sabão.
• Lave bem as mãos com água e sabão antes de preparar a dieta.
• Pese e meça todos os ingredientes da dieta, seguindo as instruções da equipe de saúde.
• Utilize sempre água filtrada ou fervida.
• Lave todos os utensílios com água corrente e sabão.
• Lave com água e sabão o equipo, a seringa e o frasco e enxágue com água fervendo.
Uma maneira simples de verificar se a nutrição enteral está ajudando na recuperação da pessoa é observar frequentemente se ela está mais disposta, se o aperto de mão é mais firme e se consegue caminhar um pouco mais a cada dia. Caso a pessoa esteja inconsciente, o cuidador pode verificar se a pele está mais rosada, e menos flácida, se os músculos estão ficando mais fortes. Sempre que for possível é bom pesar a pessoa.
Fique Atento: A diarreia pode ser uma ocorrência comum em pessoas que recebem alimentação enteral. Por isso, é preciso ter muita higiene no preparo e administração da dieta.
Fonte: Guia do Cuidador. Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2008

Veja Também:
Alzheimer e a alimentação
Cortar calorias pode melhorar memória
Alimentação saudável
Idoso que faz dieta sem exercício perde massa muscular
Alimentação e Qualidade de Vida
Simplicidade
Relação de proteína para massa muscular no idoso
Ser sensato e observador
Equilíbrio Hormonal e Qualidade De Vida: estresse, bem-estar, alimentaçao e envelhecimento
Pneumonia em idosos (Parte 2/2)

Comentários (6)     Indique esse artigo Indique esse artigo

Page 1 of 2812345»...Ultima página »